Nietzsche, Existencialismo e o Evolucionismo na filosofia de Marco Aurélio Dias

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     Para o filósofo Marco Aurélio Dias a maior angústia de Nietzsche foi exatamente a intuição de que o ser humano não é um indivíduo privilegiado, não é o objetivo final da vida, não é uma entidade eterna. Para ele somos apenas estruturas psicossociais que captam e transmitem informações de angústia ou prazer, satisfação ou insatisfação, ao inconsciente biológico da natureza e ao inconsciente coletivo social. O mesmo acontece com qualquer outro ser vivo. Ele não afirma que somos cobaias laboratoriais da natureza. Porém que a existência da pessoa não é para si mesma e sim para a evolução da espécie. Ou seja, o ser humano não existe como finalidade para si mesmo, mas para processar informações sobre a vida biológica. A bicicleta, por exemplo, não tem serventia para ela mesma, mas para servir como transporte ao ser humano. O ser humano seria como uma bicicleta em relação a natureza. Sua função principal seria  como transporte (captar e transmitir informações biológicas). Então Marco Aurélio Dias cita a angústia de Nietzsche como decorrente do fato da pessoa existir e não ser a entidade, não ser o Deus, o eterno, a continuidade. É o mesmo que ser e não ser. Isto gera uma insatisfação psíquica muito grande, pois apesar de termos uma psique, de pensarmos, não tomamos posse dessa estrutura. Sentimos que a estrutura psíquica existe. O penso, logo existo, de Descartes, é um processo psíquico. Usamos a mente, mas ela é apenas um processo que funciona dentro de cada pessoa, além de ser um mecanismo abstrato e invisível. Existe um contraste insatisfatório entre o uso do corpo físico e o uso da psique, pois o corpo pegamos e vemos, o que causa uma impressão psíquica mais forte de que existimos. Mas a mente nós não vemos, não vemos o pensamento e nem sabemos de fato onde está. A psique existe como um fenômeno em nós. E como as nossas expectativas de sermos uma entidade estão justamente localizadas na psique, fica a angústia de não sabermos onde existimos e nem observarmos fisicamente esse processo de nós mesmos. O pensamento é a unica ferramenta para tentar conhecer como ocorre o fenômeno psíquico. Mas o pensamento não é uma entidade. Ainda que saibamos que a pulsão sexual estimula e provoca a psique, conforme as descobertas de Freud, isso não caracteriza o entendimento de si mesmo e nem é uma resposta que satisfaça a sensação de insegurança existencial. Gostaríamos de poder agarrar algo que fosse nós mesmos, exatamente como apalpamos fisicamente as coisas ao nosso redor. O fato é que não podemos separar o funcionamento da psique dos objetivos evolutivos da espécie humana. Aprendemos que a função da mente seria separar-se do corpo e sobreviver como entidade eterna em algum lugar, como se a mente fosse separada em porções ou pedaços que chamamos de espíritos. Nessa ânsia de ter uma identidade tentamos individualizar a mente e dar-lhe uma função pessoal. Mas ela é apenas um processo psíquico interiorizado em cada pessoa, bem como em todos os seres vivos, e tem como objetivo captar e transmitir informações, que, por assim dizer, impulsionam a evolução para novas adaptações e performances evolutivas. O pensamento filosófico de Marco Aurélio Dias identifica a raiz da angústia existencial no fato da pessoa "ser e não ser". 

*****Texto sintetizando o pensamento de Marco Aurélio Dias, autor de A Teoria da Supermente

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