Ser útil justifica a existência

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   Em seu livro Jnana Yoga, o escritor Marco Aurélio Dias explica que ninguém nasce para si mesmo, mas para os outros. A criança nasce para a família e não para si mesma, e ela carregará pelo resto da vida tudo aquilo que a família lhe ensinar. Ou seja, a família se apossa daquela criança, entra, por assim dizer, dentro daquela criança e passa a viver ali. No geral, uma família começa a se estruturar a partir do momento em que se organiza para receber uma criança. A família nasce para a criança e a criança nasce para a família. Tudo se estrutura a partir da utilidade.
     Viver para si mesmo é uma decepção. O estado de depressão aguda, seja qual for a causa, é uma maneira egoísta de viver para si mesmo, é uma doença, é um negar-se a ser comunidade, é uma radicalidade na individualidade, é um extremismo de si mesmo, e pode causar a morte. A pessoa não existe fora da comunidade. Só me entendo e me articulo enquanto possuo a identidade cultural caracterizada pela personalidade social e pela atividade econômica da minha comunidade. Não temos a finalidade de existir para podermos pensar e especular nossa existência. Existimos para sermos pensados e especulados pelos outros. O que pensam sobre mim pode ser uma realidade da expressão do que sou para a comunidade. Normalmente, a pessoa sempre pensa o melhor sobre si mesma e quase sempre faz uma avaliação exagerada dos seus atributos positivos. Todo criminoso se acha justo. Mas, voltando, vamos analisar o seguinte: se ninguém pensa em mim e nem espera nada de mim, suponho que não existo, e, neste caso, não basta apenas eu pensar para deduzir que existo, como propõe a fórmula cartesiana. O modo mais cabal de uma pessoa comprovar para si mesma que existe, é ser procurada, solicitada e indagada pelas pessoas da comunidade onde vive. Ora, sendo assim, só me entendo completamente quando passo a entender as prioridades da minha comunidade e quando vivo intensamente essas prioridades como se fossem minhas próprias, e, de fato, o são. Neste caso, nada é mais pessoal do que a comunidade. Mais que exigir (como ente cognitivo) soluções da comunidade para os meus problemas, tenho antes que cooperar (como ente de utilidade) nas soluções dos problemas sociais da comunidade. Só somos legitimamente éticos quando nos beneficiamos das conquistas sociais na mesma medida em que lutamos para conquistá-las. A existência social se justifica na utilidade social do indivíduo. Quanto mais sou útil, mais existo. Logo, posso provar que existo quando sou procurado para alguma prestação de serviço... A consciência da existência se amplia com a prática da utilidade social. Leia mais



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